PRF em Ação

PRF em Ação (454)

Segmentos e Temas:

Agentes Federais da PRF em Mato Grosso recuperam 5 veículos em um final de semana

Agentes Federais da PRF em Mato Grosso recuperam 5 veículos em um final de semana (0)

O final de semana foi agitado para a PRF em Mato Grosso, com excelentes ações das equipes no estado, resultando na recuperação de 5 veículos.  

Na sexta-feira (09) em Pontes e Lacerda/MT, por volta das 19 horas, a equipe da PRF abordou uma caminhonete Chevrolet/S10 Ltz, e logo percebeu que a placa ostentada retornava a um veículo diferente.

O condutor, homem de 23 anos, quando desceu do veículo, demonstrou atitudes evasivas, não atendendo às ordens dos policiais e apresentando movimentação em direção ao matagal que margeava a rodovia, atitude essa que aumentava ainda mais as suspeitas em relação ao ilícito.

Após análise, foi possível identificar a verdadeira placa da caminhonete, que possuía queixa de roubo na cidade de Várzea Grande/MT.

Poucos minutos depois de realizar a prisão do condutor da Chevrolet/S10 Ltz, outro veículo, um Ford/F4000 G, cor branca, parou à aproximadamente 50 metros da equipe, momento em que 2 elementos que ocupavam a F4000 abandonaram o veículo e se evadiram para o matagal. A equipe realizou buscas na região, mas eles não foram localizados. Em verificação dos elementos identificadores, foi possível constatar que o veículo possuía registro de ocorrência de furto em Várzea Grande/MT.

Em Rondonópolis/MT no Domingo (11), por volta das 15 hs, um veículo Fiat/Pálio, conduzido por uma mulher de 28 anos, foi abordado e já na sequência a equipe identificou indícios de adulteração, em análise, foi possível identificar que se tratava de um carro com ocorrência de Roubo/Furto, no município de Goiânia/GO, em 2009.

A condutora alegou que comprou o veículo há uma semana de seu ex-cunhado em Rondonópolis/MT e desconhecia tal fato.

Já em Primavera do Leste/MT, no domingo (11), por volta das 13 hs,  a  equipe foi acionada pela Polícia Militar sobre um acidente no km 157 da BR 070, no município de General Carneiro/MT. Um usuário da via teria relatado aos PMs, que o condutor do veículo acidentado (uma caminhonete S10 branca teria capotado no km 157) recusou atendimento e se desesperou quando foi informado que a PRF havia sido acionada, o que levantou a suspeita de alguma atividade ilícita dos envolvidos. O usuário relatou ainda aos PMs que um segundo veículo, FIAT/Toro, cor branca, teria dado carona ao condutor do veículo acidentado, com destino a Primavera do Leste/MT.

Os PRFs que se deslocavam para verificar o acidente interceptaram o veículo FIAT/Toro no km 267 da BR 070. A caminhonete era conduzida por um homem de 29 anos, que relatou aos policiais que foi realizar serviços elétricos na cidade de Barra do Garças/MT e que estava retornado com o veículo de um amigo para a cidade de Cuiabá/MT, ele apresentou nervosismo, e contava diversas versões diferentes sobre o motivo de ter ido a cidade de Barra do Garças/MT e sobre a propriedade do veículo, diante das contradições dele, a equipe realizou uma primeira identificação veicular no local que já encontrou diversos indícios de adulteração do veicular.

O referido condutor admitiu posteriormente que se tratava de um veículo adulterado e que receberia certa quantia para realizar o transporte do veículo da cidade de Barra do Garças/MT até Cuiabá/MT, também disse que o condutor do veículo S10, que se acidentou, estaria próximo a uma lanchonete que fica no km 256 da BR 070;  ao chegar no local procurando o condutor, um indivíduo (homem de 29 anos)  ao ver a equipe PRF correu em direção a uma parte lindeira da rodovia com vegetação elevada, ficando lá deitado em silêncio, tentando ficar escondido, porém os policiais o encontraram.

Esse condutor também admitiu que receberia certa quantia para realizar o transporte da S10 da cidade de Barra do Garças/MT até o município de Cuiabá/MT.

Todas as ocorrências foram encaminhadas para a Polícia Judiciária de suas respectivas cidades.

 

Fonte: SECOM-PRF/MT

Ver itens ...

 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) oficializou, nesta quarta-feiraa (20), o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira, instituído pela Portaria 1220/2026.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e com investimento de R$ 209 milhões, a iniciativa amplia ações integradas de repressão qualificada, proteção territorial, prevenção e fortalecimento de economias lícitas na Amazônia Legal e em outras áreas de fronteira.

 

O lançamento ocorreu na segunda-feira (18),  durante o evento Brasil Contra o Crime Organizado: Amazônia, realizado no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), e integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 12 de maio, em Brasília.

Entre as principais ações previstas pelo programa estão a criação de uma força-tarefa internacional com a Interpol, o aumento de pontos de monitoramento em rotas da Amazônia e das fronteiras, além do fortalecimento de operações integradas com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais.

O novo programa atuará de forma coordenada com o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), cada um com sua especificidade.

Nesta primeira fase, o programa atuará em sete regiões prioritárias, abrangendo 42 municípios de seis estados: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Paraná.

A estratégia foi estruturada para enfrentar de forma integrada crimes ambientais, narcotráfico, garimpo ilegal e violência armada em áreas estratégicas da Amazônia Legal e da faixa de fronteira.

Na abertura do encontro, Wellington Lima afirmou que o crime organizado atua de forma integrada e exige resposta coordenada do Estado.

“Por décadas, cada estado enfrentou o crime do seu jeito, com os seus recursos, nas suas divisas. O problema é que o crime nunca respeitou limite nenhum. Enquanto os estados agiam separados, as facções atuavam em rede”, afirmou o ministro.

“O que torna este momento diferente é que, pela primeira vez, o Estado inteiro vai atuar junto — não cada um apenas no seu domínio, mas todos jogando no mesmo time, com um plano conjunto e atuação simultânea”, completou.

A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, enfatizou que o programa representa uma mudança na forma de atuação do Estado na região amazônica, ao integrar políticas de segurança pública, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos.

“Por muito tempo, a Amazônia foi tratada por políticas fragmentadas: ora pela agenda socioambiental, ora pela agenda de segurança pública, ora pela agenda de desenvolvimento econômico, como se essas dimensões pudessem ser pensadas separadamente. Hoje, sabemos que repressão qualificada, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos precisam caminhar juntos”, disse.

Coordenado pela Senad, o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana será desenvolvido a partir de quatro eixos estruturantes:

* Diagnóstico territorial

Produção de evidências, monitoramento e inteligência territorial para orientar decisões estratégicas e ações integradas.

* Repressão qualificada

Integração das forças de segurança pública para enfrentamento às estruturas financeiras e logísticas do crime organizado e retomada de territórios vulneráveis.

* Prevenção e acesso a direitos

Fortalecimento da presença do Estado, proteção social e ações voltadas à prevenção do aliciamento de populações vulneráveis por organizações criminosas.

* Promoção de alternativas econômicas sustentáveis

Fomento à inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios prioritários.

Enfrentamento ao crime organizado

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, também destacou a importância da integração entre os entes federativos e do uso de tecnologia no enfrentamento ao crime organizado.

“Nós precisamos trabalhar para enfrentar essa chaga. A proposta é que os estados não atuem de forma isolada, mas em conjunto com o Governo Federal. Esse enfrentamento precisa ocorrer com tecnologia e informação, porque as ações do crime organizado avançam principalmente sobre a estrutura e a infraestrutura portuária da região”, afirmou o secretário.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o programa leva o enfrentamento ao crime organizado a um novo patamar.

“Vamos qualificar o enfrentamento com a descapitalização do crime. Somente no ano passado, as operações da Polícia Federal retiraram R$ 10 bilhões do crime organizado”, enfatizou.

Também participaram do evento o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e o diretor-executivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alberto Raposo Neto.

PLANO AMAS - Durante o evento, o MJSP também apresentou o balanço do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), política coordenada pela pasta desde 2023 para o enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na região amazônica.

Além da apresentação dos resultados do plano, foram discutidas perspectivas de fortalecimento da iniciativa, incluindo a institucionalização do contrato com o BNDES/Fundo Amazônia para financiamento das ações do Amas e suplementação orçamentária destinada aos estados.

A programação incluiu ainda reunião deliberativa do Comitê Gestor do Plano Amas, que debateu o Plano Estratégico Integrado da BR-319 e os Planos Operacionais Integrados dos estados da Amazônia Legal para 2026.

As metas do Amas para 2026 estão organizadas em três eixos imediatos: controle estratégico da BR-319, com foco no combate ao garimpo, à grilagem e às queimadas; integração dos planos operacionais estaduais; e fortalecimento das ações de enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

O evento também contou com o lançamento do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado: Territórios Indígenas (IVCO-TI), desenvolvido pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc).

O projeto é fruto de parceria entre a Senad/MJSP, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Diário de Cuiabá

 

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam, na tarde do último sábado (09), aproximadamente 540 kg de skunk durante fiscalização a um caminhão no km 208 da BR-364, em Rondonópolis (MT).

A equipe abordou um caminhão Mercedes-Benz, de cor amarela, que seguia pela rodovia no sentido Rondonópolis. Durante os procedimentos de fiscalização, os policiais realizaram a verificação do veículo e utilizaram o cão de faro, que indicou a possível presença de entorpecente na parte frontal do compartimento de carga.

Após a indicação, a equipe aprofundou a inspeção e identificou um compartimento oculto preparado na carroceria, conhecido como fundo falso. Com a desmontagem da estrutura, foram localizadas diversas caixas contendo substância análoga à skunk, totalizando aproximadamente 540 kg.

O motorista informou que havia carregado o veículo em Rondônia e que seguiria para o estado de São Paulo, onde faria entregas em cidades distintas.

Diante da localização da droga, o condutor foi preso e foi encaminhado à Polícia Judiciária Civil em Rondonópolis, junto com o veículo e o entorpecente apreendido.

A ocorrência, em tese, envolve os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos na Lei nº 11.343/2006.

A PRF reforça que a fiscalização nas rodovias federais é permanente e estratégica no enfrentamento ao tráfico de drogas, especialmente em rotas utilizadas para o transporte interestadual de entorpecentes.

NUCOM-PRF/MT

 

O governo federal publicou no Diário Oficial da União, nesta segunda-feira (4), a Lei nº 15.397/2026, que altera o Código Penal e endurece as consequências para crimes de furto, roubo, receptação, estelionato e latrocínio.

O texto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entrou em vigor imediatamente e foca nos principais tipos de crimes cometidos atualmente, como roubo de celulares e golpes aplicados pela internet.

O crime de estelionato agora prevê reclusão de 1 a 5 anos, e a receptação de produto roubado, de 2 a 6 anos de prisão. Ambas as modalidades preveem, ainda, pagamento de multa.

No caso de furto simples, a pena mínima segue em 1 ano de reclusão, enquanto a máxima subiu de 4 para 6 anos. Nos casos em que esse crime ocorrer no período de repouso noturno, o tempo será aumentado em metade.

E nas modalidades de furto mediante fraude cometida por meio eletrônico ou qualificado — como quando há subtração de armas de fogo ou transporte de veículos para outro estado após o crime —, a pena varia de 4 a 10 anos de reclusão.

Com a mudança, a fraude eletrônica — estelionato cometido via mídias sociais, e-mail ou aplicativos — passa a ter pena de 4 a 8 anos de reclusão. Além disso, o ato de permitir que bandidos usem contas bancárias, na forma conhecida como “cessão de conta laranja”, foi oficialmente tipificado como crime.


A lei ainda trata do vandalismo contra o que for público:
Fios e cabos: o furto de cabeamento de energia, telefonia ou dados passa a ter pena de 2 a 8 anos de reclusão;
Serviços essenciais: crimes que comprometam o funcionamento de hospitais, delegacias, órgãos públicos ou privados que que prestem serviços essenciais terão penas majoradas, com aplicação de multa;
Telecomunicações: a interrupção dos serviços de internet e telefone agora prevê de 2 a 4 anos de prisão, além de pena dobrada se o crime ocorrer durante período de calamidade pública.


Roubo, latrocínio e proteção a animais
A pena-base para o crime de roubo subiu para um período de 6 a 10 anos. No caso de latrocínio — roubo seguido de morte —, a mínima ficou fixada em 24 anos, mas pode chegar a 30 anos de reclusão.

A nova lei também estendeu para animais domésticos a proteção dada ao gado. O furto ou a receptação de pets agora acarreta penas severas, de 3 a 8 anos de prisão, além de multa, para desarticular redes de comércio ilegal de animais.

 

Instrutores de Armamento e Tiro (AMT) da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram, ao longo da semana passada, ministrando a disciplina aos policiais da recém-constituída Polícia Institucional do Ministério Público da União (MPU), composta por integrantes do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Militar (MPM) e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

O evento de capacitação ocorreu nas dependências do Clube de Tiro Prático e Esportivo de Várzea Grande, entre os dias 23 e 26 de abril.

Graças à parceria existente entre as instituições federais (PRF e MPU), foi possível a realização desse treinamento, que teve como principal objetivo a atualização dos policiais do MPU nas técnicas de Armamento e Tiro.

 

Agentes públicos não devem divulgar ou contribuir para a disseminação de notícias falsas, sob risco de serem punidos por abuso de poder político e econômico. Não podem usar bens ou serviços públicos para favorecer a qualquer candidatura. O que, no caso dos que ocupam cargos eletivos, inclui transformar eventos oficiais em atos de campanha, dos quais, aliás, só podem participar fora do horário de trabalho.

As recomendações, como a obrigação de, no exercício da função pública, observar aos cinco princípios da administração pública - legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência -, constam da cartilha produzida pela Advocacia-Geral da União (AGU) para orientar agentes públicos e gestores sobre as práticas permitidas e proibidas durante o período eleitoral.

“É permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas, descontextualizadas ou não verificadas [fake news], bem como de conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação, incitação à violência, ataques pessoais, desqualificação moral ou afronta à dignidade de pessoas ou grupos”, alerta a publicação ao tratar do uso indevido das redes sociais e da disseminação de desinformação.

“Em período eleitoral, a observância desses deveres deve ser redobrada, em razão do elevado potencial de impacto das manifestações públicas das autoridades sobre o debate democrático e sobre a confiança da sociedade nas instituições”, recomenda a AGU na cartilha.

 Mesmo que não configurem infração eleitoral, algumas condutas podem ser tipificadas como infração ética por implicarem um conflito entre o exercício da função pública e a promoção pessoal ou político-partidária da autoridade.

Daí a proibição ao uso da visibilidade, prestígio institucional ou prerrogativas de cargo público para autopromoção com finalidade político-eleitoral, ou para induzir os eleitores a confundirem realizações administrativas decorrentes da atuação institucional do Estado como mérito pessoal de determinado agente público.

Segundo a AGU, a Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026 é “um instrumento de orientação prática, voltado a apoiar agentes públicos e gestores na tomada de decisões seguras no cotidiano administrativo no contexto eleitoral”.

O documento é também uma contribuição para a prevenção de irregularidades e a conformidade das ações estatais, diz a AGU.

Em sua 11ª edição, a cartilha detalha conceitos como abuso de poder e improbidade administrativa e as regras sobre propaganda, uso de bens públicos e gestão de recursos.

A cartilha contém um calendário orientativo sobre as principais datas do ano eleitoral e capítulos dedicados ao combate à desinformação no contexto eleitoral; o uso ético das redes sociais e a propaganda eleitoral na internet, permitida só a partir de 16 de agosto.

“Por tudo isso, espera-se que a cartilha contribua para uma atuação pública segura, responsável e comprometida com o interesse público durante este ano de 2026, fortalecendo as instituições e contribuindo com a lisura do processo eleitoral”, esclarece a AGU na apresentação da cartilha.

 

Morreu na manhã dessa segunda-feira (20), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana (SINTROBAC) Edval Luiz Pereira Souza. Edval tinha 56 anos e estava em seu segundo mandato à frente do sindicato. Ao longo de sua trajetória, foi liderança na defesa dos direitos dos trabalhadores no transporte, participando de mobilizações e negociações em favor de melhores salários e condições de trabalho para sua categoria.  

Na pandemia de covid-19, liderou a articulação que garantiu a prioridade na vacinação para os rodoviários, profissionais que mantiveram suas atividades em contato direto com a população. Ele deixa esposa e três filhas. 

O velório será realizado em Cuiabá e o sepultamento será realizado em Alto Paraguai, cidade natal.

Edval passou mal no último sábado (18) e foi levado para um hospital. Os médicos não divulgaram a causa da morte, diante do resultado não divulgado de exames já realizado.

Diário de Cuiabá

 

No alto dos seus 85 anos, dona Maria Helena, cuiabana de “tchapa e cruz”, é considerada uma mulher “descolada”.

Ela mora sozinha e tem autonomia para viajar e resolver as questões relacionadas às finanças.

A memória dela é de dar inveja. Sua organização financeira também surpreende quem a conhece. 

 

A paixão maior de Maria Helena é viajar, dançar...

Enfim, celebrar a maturidade com saúde e liberdade, usufruindo o que o dinheiro da aposentadoria pode lhe proporcionar.

Também trabalhou, como servidora pública, por 30 anos. Merece!

A renda dela é de pouco mais de R$ 8 mil.

Desde que foi vítima de um golpe, mês passado, a viúva, mãe de dois, avó de cinco e bisavó de seis, está vivendo dias de tristeza e vergonha.

Assim como muitas vítimas de golpes, Maria Helena sente-se culpada por ter sido enganada.

É que um criminoso, se passando por gerente da conta bancária dela, a fez contrair uma dívida de R$ 11 mil.

A aposentada foi vítima de um golpe enquanto acreditava estar falando com sua gerente de conta bancária.

Esclarecendo uma dúvida sobre o pagamento da fatura do cartão de crédito.

Foi a “gerente” quem entrou contato com ela, via Whatsapp, e a  convenceu a fazer a operação pelo celular.

“A foto era da minha gerente, não tenho dúvida”, diz a vítima.

“Ela veio com todas as informações e dados da minha conta. Confiei e digitei a senha do cartão”, lamenta dona Maria Helena.

“Filha, tenho vergonha de falar desse assunto. Estou me sentido um idiota”, acrescenta, visivelmente abalada.

“Pensei até em cancelar a viagem que tenho marcada para a próxima semana”, revela.

“Todos da minha família me aconselham a não me deixar abalar por esse golpe, mas isso é impossível. Não tem como”, lamenta.

Dona Maria Helena já recorreu administrativamente, mas o banco se nega reconhecer qualquer falha na segurança e não a ressarciu.

Agora, dona Maria Helena busca reaver o dinheiro por meios judiciais, com a ajuda do neto, que é advogado

ESTATÍSTICAS - No primeiro trimestre de 2026, entre janeiro e março, 7.716 mato-grossenses registraram queixa em unidades da polícia por terem sido vítimas de crimes de estelionato.

Esse número representa 2.572 queixas ao mês, ou 86, ao dia.

Estratificando melhor, significa que, a cada 24 horas, uma média de quatro pessoas formaliza denúncias de estelionato.

Em Cuiabá, 1.825 cidadãos já foram vítimas de crimes dessa natureza, no mesmo período.

Em 2025, as estatísticas de golpes fecharam com 35.926 registros policiais.

Os golpes via aplicativos de bancos, redes sociais, como o Whatsapp, representam quase 70% desse total.

Whatsapp, o que se supõe ser o caso de dona Maria Helena, é o aplicativo usado por cerca de 37% dos criminosos virtuais.

Em 2025, 13.300 golpes foram praticados por meio de clonagens de números e falsos perfis no celular, de acordo com o Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso.

Os bandidos usam fotos de advogados, gerentes de bancos e empresas, parentes e outros para praticar seus crimes.

Com recursos de IA (Inteligência Artificial), os golpistas estão até imitando vozes para aumentar a confiança das vítimas. 

Diário de Cuiabá

 

Violência física, uso de gás químico contra presos, fome prolongada e celas superlotadas compõem o cenário encontrado pelo Judiciário nas cadeias públicas de Mato Grosso.

Relatórios de inspeção apontam que o sistema prisional opera em condições degradantes, com indícios de tortura e falhas estruturais graves, que colocam em risco a integridade dos detentos.

 

Na Cadeia Pública de Araputanga (345 km a Oeste de Cuiabá), a situação foi classificada como “absolutamente estarrecedora”.

O documento descreve um ambiente marcado por agressões físicas, uso indiscriminado de spray de pimenta e gás lacrimogêneo dentro de celas fechadas e relatos de espancamentos.

Há registros de um preso que teria recebido jatos de spray diretamente nos olhos sem qualquer resistência ou motim, além de denúncias de que pedidos de atendimento médico são respondidos com violência.

Os relatos, colhidos durante a inspeção comandada pelo desembargador Orlando Perri, indicam que essas práticas não seriam isoladas.

“As narrativas apresentam elevada convergência […] indicando possível repetição sistemática de práticas violentas”, destaca o relatório, ao apontar possível padrão de abuso institucional.

A superlotação agrava ainda mais o cenário.

Em Cáceres (225 km a Oeste da Capital), a unidade masculina abriga 454 presos em um espaço projetado para 293, enquanto em Pontes e Lacerda (448 km a Oeste) são 394 detentos para 222 vagas.

Em outras unidades, como a de Comodoro (644 km a Oeste) e a unidade feminina de Cáceres, o número de custodiados também supera a capacidade oficial, comprimindo dezenas de pessoas em celas insalubres e sem ventilação adequada.

Nesse ambiente, é comum que presos durmam no chão, dividam colchões deteriorados ou improvisem estruturas para descanso.

As celas apresentam infiltrações, calor extremo e, em alguns casos, esgoto retornando pelos ralos, criando condições consideradas incompatíveis com qualquer padrão mínimo de dignidade.

A alimentação fornecida também é alvo de críticas recorrentes.

Em diferentes unidades, o jantar é servido ainda no fim da tarde, criando longos períodos — que podem ultrapassar 12 horas —, sem qualquer refeição.

Há relatos de comida mal preparada, porções insuficientes e restrições à entrada de alimentos por familiares, o que impede qualquer complemento alimentar.

O abastecimento de água, em algumas unidades, ocorre de forma irregular ou precária.

Em Araputanga, por exemplo, a água é disponibilizada apenas a cada dois dias, sendo armazenada em recipientes improvisados, sem garantia de qualidade para consumo.

A situação da saúde é descrita como uma das mais críticas.

Na cadeia masculina de Cáceres, o relatório compara o ambiente a um “hospital de campanha”, diante do número de presos doentes sem atendimento adequado.

Há registros de detentos com suspeita de câncer, doenças crônicas, problemas ortopédicos e transtornos psiquiátricos sem acompanhamento médico.

Em muitos casos, a única medicação disponível é analgésico básico, enquanto tratamentos contínuos dependem de envio por familiares.

A assistência odontológica praticamente inexiste em várias unidades, com presos aguardando anos por procedimentos simples.

Já na área psiquiátrica, a falta de profissionais e medicamentos é apontada como generalizada.

Outro ponto sensível é o uso da chamada “triagem” como forma de punição.

Presos relatam permanecer dias ou até semanas em celas sem colchão, sem ventilação e com restrição de visitas.

Em alguns casos, a sanção seria aplicada por motivos considerados banais, como corte de cabelo fora do padrão exigido ou solicitações por atendimento médico;

Os documentos também registram denúncias de punições coletivas, suspensão de banho de sol e restrição alimentar, práticas que violam normas legais e tratados internacionais.

Diante desse conjunto de irregularidades, o Judiciário conclui que não se trata de problemas pontuais, mas de um sistema pressionado e com falhas estruturais profundas.

As inspeções determinaram a abertura de procedimentos para apuração das denúncias, além da adoção de medidas emergenciais para melhoria das condições nas unidades.

Diário de Cuiabá

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (26), a Operação Speakeasy.

O objetivo é cumprir 100 ordens judiciais contra membros de um grupo criminoso, envolvido na lavagem de dinheiro para líderes da facção criminosa Comando Vermelho, em Mato Grosso.

 

As ordens foram cumpridas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, em Goiânia (GO) e Barueri (SP).

São 12 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, além de 35 sequestros de veículos, 12 suspensões de pessoas jurídicas e 29 bloqueios de contas bancárias.

Os mandados foram autorizados pela Vara do Juízo das Garantias da Comarca de Cuiabá.

As investigações, desencadeadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), foram iniciadas pela Delegacia de Campo Verde (140 km a Leste de Cuiabá), em 2024, com a localização de um veículo em nome de uma empresa de Várzea Grande, que estava em posse do líder da facção criminosa naquela cidade.

O vínculo levou a Polícia a descobrir uma conexão direta da empresa com o grupo criminoso.

A partir dessa ligação, a investigação identificou que os alvos levantados atuavam na lavagem de dinheiro, sob o comando direto de líderes da facção criminosa (presos ou foragidos da Justiça).

Eles se beneficiavam financeiramente dessa prática, ostentando uma vida financeira elevada, com posse de carros e imóveis de alto valor, entretanto sem possuírem profissão registrada ou renda declarada que sustentasse esse padrão social.

Alguns estavam ligados à facção, enquanto outros eram integrantes do grupo criminoso.

Conforme as investigações, para a lavagem de dinheiro, eram utilizadas empresas fantasmas ou de fachada, principalmente no ramo de bebidas alcoólicas (distribuidoras de bebidas), comércio de joias e equipamentos eletrônicos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia (GO), alcançando uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões, no período entre janeiro de 2021 e 2025.

Foram apreendidos veículos de luxo, joias, aparelhos celulares e notebooks.,

Todo o material e os alvos das prisões foram levados à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis.

As ordens judiciais foram cumpridas com apoio da Delegacia Regional de Pontes de Lacerda, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e das unidades da Draco de Sinop, Goiânia e Campo Grande.

A OPERAÇÃO - “Speakeasy” faz alusão aos locais (bares) onde bebidas alcoólicas eram comercializadas de forma clandestina na época da proibição (Lei Seca) nos EUA na década de 1930. Até hoje, os “speakeasy” são conhecidos como bares mais escondidos.

Na operação, a principal forma de lavagem de dinheiro é a criação de empresas que atuam na distribuição de bebidas alcoólicas.

RENOCRIM - A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).

A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores de Justiça dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate duradouro à criminalidade.

Diário de Cuiabá

 

Nos meios político e econômico do Estado, há uma grande expectativa com os rumos que a Ferrovia Vicente Vuolo deve tomar.

O motivo é o projeto da obra, que começa em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), com a ligação ao Porto de Santos (SP) e que deve chegar até o Oceano Pacífico.

A expectativa é, sobretudo, com o avanço dos estudos de viabilidade feitos por técnicos da UFMT, com apoio do Comitê Pró-Ferrovia, presidido pelo economista e cientista político Vicente Vuolo.

A obra se insere no processo de expansão ferroviária no Brasil. E caminha para ganhar um novo capítulo considerado estratégico.

Construída em Mato Grosso pela Rumo Logística, a estrada de ferro pode ir além do traçado original.

A meta é chegar a Cuiabá, estender os trilhos até Cáceres (225 km a Oeste da Capital), seguindo para a Bolívia e Peru, criando o que se chama "conexão estratégica" com o Pacífico.

Na avaiiação de especialistas, essa possível expansão representa muito mais do que infraestrutura:

• Redução de custos logísticos para o agronegócio

• Novo corredor de exportação mais competitivo

• Integração do Brasil com mercados asiáticos

• Fortalecimento do papel do Centro-Oeste como hub (ponto central) logístico

Mais: a conexão bioceânica pode transformar a dinâmica do comércio exterior brasileiro, diminuindo a dependência dos portos do Atlântico e encurtando distâncias até importantes mercados globais.

Diário de Cuiabá

Página 1 de 33

Facebook

Localização

Contato

SINPRFMT
Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado Mato Grosso
Rua Major Gama, 921 
Centro Sul
Cuiabá - Mato Grosso
Cep. 78.020-170
Telefone: (65) 3023-4560
WhatsApp: (65) 99953-7349

E-mail: 
secretaria@sinprfmt.com.br